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Projeto Quelônio em Acrelândia garante sobrevivência e repovoamento de tracajás da amazônia no Abunã

O projeto resgata e readapta os animais, geralmente filhotes, para sobreviver na natureza. A iniciativa está sendo retomada pela gestão Desenvolvimento Trabalho e Paz, do Prefeito Ederaldo Caetano (PSB).

Convite: Elaboração DECORP

O objetivo da iniciativa é envolver as crianças, jovens e adultos em atividades lúdicas e pedagógicas para discutir, refletir e procurar respostas para proteger a existência de todos os seres vivos do nosso planeta.


As tartarugas da Amazônia sempre fizeram parte dos costumes das tribos indígenas habitantes da região amazônica e, desde os primórdios da ocupação e colonização promovida pelos portugueses, a partir do século XVII, o homem branco exerceu uma excessiva exploração dos estoques naturais das espécies de quelônios, principalmente da tartaruga-da-Amazônia (Podocnemis expansa). O impressionante massacre que as populações de Podocnemis expansa sofreram e, que chegavam a 48 milhões de ovos anuais, segundo Bates (1863), 400.000 filhotes de fêmeas deixaram de nascer a cada ano, conforme cita Mittermeier (1978), e que, ainda, os ovos colhidos podiam representar o esforço reprodutivo de 600.000 fêmeas por ano, como comenta Moll e Moll (2004) e, por fim, Smith (1979) calculou que entre os anos de 1700 a 1903, os ovos coletados para o fabrico de óleo para iluminação nas cidades europeias ultrapassariam 214 milhões de ovos.


Fonte: Portal IBAMA - PQA

Esse passado irracional de destruição desmedida, e os cenários preocupantes quanto à possível extinção da espécie, incentivaram o governo federal a instituir no ano de 1979 o Projeto Quelônios da Amazônia (PQA). Nesse intervalo de tempo, o PQA manejou cerca de 70 milhões de filhotes de quelônios, principalmente das espécies Podocnemis expansa, Podocnemis unifilis e Podocnemis sextuberculata. Os resultados desse processo permitem que o Brasil seja reconhecido como o único país da América do Sul ainda a possuir estoques significativos de quelônios passíveis de recuperação e viáveis para programas de uso sustentável. Parte desses resultados deve ser creditada às comunidades que se associaram às iniciativas de proteção e manejo, por acreditarem na importância que esses animais representam no seu dia a dia.

O PQA, atualmente denominado Programa Quelônios da Amazônia, foi reinstitucionalizado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama pela Portaria nº 259, de 21 de março de 2011, publicado no Diário Oficial da União - DOU, seção 2, página 37. O PQA tem sido um instrumento de política de conservação da biodiversidade do governo federal, que tem como premissa básica a conservação das espécies de quelônios da Amazônia em seus ambientes naturais de forma sustentável, na perspectiva de fixação do homem no campo, na geração de emprego e renda, e na melhoria do bem estar sócio-econômico-ambiental das comunidades inseridas nas bacias dos rios Amazonas e Araguaia/Tocantins.

Beneficiados

As populações ribeirinhas são diretamente beneficiadas e indiretamente também todas aquelas localizadas próximas às áreas de manejo, uma vez que os animais trabalhados são incorporados aos estoques naturais pré-existentes. Considerando que os quelônios possuem hábitos migratórios, e que os resultados de sua reprodução colonial repovoam rios, lagos, igarapés, paranás e afluentes, possibilitando diversas formas de uso para os habitantes ao longo desses ambientes.


A execução do projeto incentiva a fixação do homem no campo; o resgate da autoestima daqueles que participam das atividades de proteção ambiental; a valorização das potencialidades dos recursos naturais pelos comunitários; a identificação das habilidades locais para incremento da renda familiar; o incentivo pela conservação dos recursos naturais pelas comunidades envolvidas no Projeto; a mudança de comportamento da população extrativista diante da disponibilidade dos recursos ambientais.


Por analogia com qualquer atividade agropecuária, minerária ou similar, o Programa Quelônios da Amazônia representa um modelo de exploração racional dos recursos naturais, com impacto ambiental insignificante, podendo-se perceber a verdadeira integração dos elementos que compõem o meio ambiente sob o ponto de vista social, cultural, tecnológico, econômico, político, ecológico e ético. Os avanços ou melhoramentos ambientais identificados como benefícios são:

  • Propiciar ambientes para a reprodução das fêmeas que se reflete em:

  • Incremento dos estoques naturais e manutenção da diversidade genética;

  • Oferecer aos animais a possibilidade de seleção dos melhores sítios de desova;

  • Incremento do percentual de ovos eclodidos;Incremento do número de filhotes bem formados;

  • Combate aos processos predatórios locais;

Garantir os compromissos institucionais e legais de fomento ao sistema de criação comercial que se reflete em:

  • Produção e oferta em curto prazo de proteína de qualidade;

  • Diminuição do comércio clandestino e Maior oferta de emprego e renda;

  • Integrar o Homem às políticas de manejo racional dos recursos da fauna, melhorando as relações Campo/cidade/natureza;

  • Capacitar as pessoas para o conhecimento e para a visão global da magnitude dos recursos e das alternativas de uso;

  • Promover o desenvolvimento do conhecimento científico sobre as espécies e sobre seu manejo.

Espécies manejadas

Das 16 espécies de quelônios que ocorrem na Região Amazônica, são prioritárias 6 espécies de uso comum e com potencial de manejo, sendo 5 espécies da família Podocnemidae e 1 da família Kinosternidae.

  1. Tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa)

  2. Tracajá (Podocnemis unifilis)

  3. Pitiú ou Iaçá (Podocnemis sextuberculata)

  4. Cabeçudo (Peltocephalus dumerilianus)

  5. Muçuã ou Jurará (Kinosternon escorpioides)

  6. Irapuca (Podocnemis erythrocephala)


Realização e patrocínio


O Projeto Quelônios em Acrelândia conta com o apoio da Prefeitura de Acrelândia, Prefeitura de Plácido de Castro (órgãos municipais), Secretaria de Estado de Meio Ambiente - SEMA e Instituto de Mudanças Climáticas - IMAC (órgãos estaduais) e IBAMA (órgãos federal).


Por

Redação: Demétrios Batista da Silva

Fonte: Portal IBAMA - Projeto PQA

Foto: Internet, portal IBAMA

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